dicas de estudo. volta às aulas.

Fazem umas duas semanas que não posto nada. Segunda-feira voltei à estudar, dessa vez no segundo ano do ensino médio. Até agora tá tudo tranquilo, professores se apresentando, novatos interagindo. Mas sendo a desconfiada que sou, só torço pra que tudo dê certo e eu me saia bem.  Ano passado fiz o Enem sem intenção de me matricular em nenhum curso, mas esse ano não tem jeito. Pelo menos sei que será algo da área de Humanas e da escrita.

Ao longo dos últimos três anos, percebi que tinha que estabelecer uma rotina de estudo para ir acompanhando tudo – matérias em sala, matérias de olimpíadas, leituras livres, leituras para estudo… E descobri que não tinha uma. No nono ano, nem se fala. No primeiro, cheguei próxima de uma. E esse ano, já na primeira semana, me motivei a ter uma.

Sempre procuro dicas para me organizar, em qualquer aspecto que seja, pelas internets da vida e sempre quis achar tudo em um lugar só. Já faz algum tempo que sigo alguns perfis no instagram das meninas “concurseiras”, que compartilham dicas para organizar matérias, sugerem livros, além de encantar os seguidores com os itens de papelaria. A maioria cursa Direito, ou pretende cursar, mas também sigo algumas de Engenharia e Medicina. Me apaixono pelas canetas da stabilo, os post-its, mas principalmente a disciplina e determinação de cada uma delas. Preciso desenvolver isso em mim ao longo desse ano se eu quiser passar para um bom curso em uma boa faculdade.

Aplicativos

  • 1. Uma das coisas que “pesquei” das concurseiras foi o Aprovado, que contabiliza as horas que você estuda cada matéria. Você separa as matérias, se quiser os assuntos também, e pode cronometrar o tempo de estudo delas ou pode registrar manualmente (você vê no seu relógio quanto tempo estudou e registra lá). É só isso. O aplicativo é ótimo porque no final do dia você sabe o quanto estudou e no que se focou mais, podendo focar em outra coisa na próxima sessão de estudos. Além de ser bem organizado visualmente.
  • 2. Outro, que dessa vez pesquei de uma matéria sobre foco da Superinteressante, é o Any.do. Nele você põe os seus compromissos, do trabalho ou pessoal, e ele vai te avisa quando vai acontecer. Parece comum e simples, mas pra mim tem adiantado bastante. Como o baixei no meio do ano passado, eu registrava as datas da provas que ia ter, quais matérias deveria estudar, se tinha algum serviço para fazer quando chegasse em casa, se deveria ligar para alguém. Tudo isso ao alcance da sua mão.
  • 3. E outro, esse ainda está em fase experimental, é o EstudaVest, também dica das concurseiras. Aparentemente, nele você pode pesquisar um assunto de qualquer matéria e escolher questões para fazer sobre ele. Até agora resolvi algumas de História, mas pretendo fazer mais ao longo da próxima semana.

Todos esses aplicativos estão disponíveis para Android, não sei dizer do iOS.

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Nada, no entanto, supera o estudo no papel, na leitura física, dos rabiscados e manchas de marcadores. Ultimamente, tentando sugar o máximo possível de cada conteúdo, vou jogando cada dicazinha, cada fórmula la, cada “sacada” em um post-it pequenininho e colando no livro ou no caderno. Além de resumir algum ponto em pouquíssimas palavras, facilita quando eu quero consultar algo e não preciso procurar na página inteira. Ele também funciona nos meus livros normais, para escrever citações que julgo importante.

Li em algum lugar que as canetas coloridas facilitam na hora da leitura por causa do destaque na escrita, onde você é atraído visualmente para certa cor da sua escolha. Bem, tem funcionado pra mim, por que não pode funcionar pra você?

Até agora é isso. Já comecei a me organizar e me disciplinar e espero que essas dicas possam ser úteis à você. Ao longo do ano pretendo postar mais a medida que eu for também conhecendo outras dicas, óbvio. Até a próxima!

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Aventura do dia: Sebos

Bom dia!!

Desde o meio do ano passado que eu quero correr até um sebo pra ver se consigo trocar alguma coisa. Tantos relatos por aí que é uma ótima experiência, mas pelo menos comigo não foi assim.
A “central” dos sebos aqui em Fortaleza, pelo menos que eu saiba, é na Praça dos Leões, nas redondezas da Praça do Ferreira, centro da cidade. Sabendo disso, e tendo finalmente a oportunidade, fui até lá essa semana. Duas vezes.

Na segunda feira, dia 5, munida de livros didáticos – os que usamos para estudar -, fui até a Praça jurando que voltaria sem nada. Engano meu. Já durante esse pequeno trajeto – da Duque de Caxias até a Praça – eu fui “abordada” umas cinco vezes antes de chegar lá por homens perguntando “é livro é? qual série?”. E a palavra certa é abordada mesmo, porque do outro lado da rua essa galera gritava me pedindo pra abrir minha mochila. Dá medo, velho.

Enfim, eu parei pra mostrar o livro e logo o primeiro cara me falou que os livros estavam “desatualizados”, ou seja, ninguém iria querer fazer negócio comigo. Desanimei né. E até eu chegar à praça de fato foi essa ladainha o caminho todo. Não desisti e saí nas lojas propriamente ditas, que estavam lotadas de pais atrás dos livros dos filhos, didáticos e paradidáticos.

“Ei, é livro aí é? Qual ano?”

“Você quer didático ou paradidático?”

“Ei, dona fulana, a senhora tem interesse nesse livro aqui?”

“Tem não, moça.”

“Passe ali naquela banca e chame a dona menina que ela vai ver seus livros”

Uma loucura! Tinham mais – muito mais – livros didáticos do que paradidáticos ou “livros de ler”, como eles chamam lá. Não que a gente não leia os outros, mas vocês entenderam.

E fui andando de loja em loja, com os livros “desatualizados” trancados na mochila e três “paradidáticos” nas mãos atrás de quem quisesse. Acontece que na última esquina um senhor pegou dois meus e disse que eu podia escolher um do monte dele. Achei o Tópicos de Física 1, que já procurava barato há quase um ano, e resolvi levar. Perguntei se tinha o 2 e ele disse que se eu fosse levar os dois, eu pagava só um. Tá, eu sou inexperiente nisso, mas acho que fiz um bom negócio, já que só um, novinho e saído da livraria, é mais de cem reais.

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Primeira compra na Praça dos Leões (05/01/2015)

Minha mãe era professora de português então tem uma montanha de livros didáticos aqui em casa. O problema é que os livros são de vinte anos pra frente e se lá na Praça eles desconsideram os de dois anos atrás, imagino que iriam rir de mim se levasse esses outros.

Voltei lá ontem, dia 8, na hora do almoço. Peguei minha mochila e dessa vez levei mais livros paradidáticos do que didáticos – só uma Gramática e um outro de Linguagens. Dessa vez não fui “abordada” e, com isso, cheguei logo na Praça. Fui de box em box, oferecendo meus livros, para trocar ou vender.

Um rapaz me disse que minha Gramática já tinha sido renovada e, portanto, ninguém iria querer comprar por um preço justo, já que ela tava novinha em folha. Então torci para quererem pelo menos os meus paradidáticos. Acontece que não troquei, mas vendi os meus livros. E quase voltando pra casa, na Pedro Pereira, tinha um cara vendendo no meio do sinal, então perguntei quanto ele me dava pela Gramática. Realmente não foi um preço justo, mas acabei me livrando dela.

Saldo do dia:  R$ 55 e dois livros!

E, bem, é isso. Até a próxima!

 PS – lição do dia: não leve livros didáticos com mais de dois anos de publicação, é considerado “desatualizado”. Tsc, tsc, tsc…. 

 

 

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Livros | Então, conheci minha irmã

Gutenberg / Christine Hurley Deriso / 2014

 Summer Stetson não conheceu sua irmã. Sua mãe engravidou dela assim que Shannon morreu, aos 17 anos, em um terrível acidente de carro, que se chocou com uma árvore. Ao longo de sua vida, Summer acostumou-se a assistir seus pais repetirem o quanto a irmã era perfeita, amada e boa filha, e por isso sempre acreditou que fosse uma decepção para eles. Ao fazer 17 anos, recebe da tia de presente o diário que Shannon escrevia até o dia de sua morte. Ao ler aquelas páginas para saber mais sobre a irmã, acaba descobrindo alguns segredos, e a cada revelação, sobre a família e sobre si mesma, entende que a verdade pode ser, por vezes, dolorosa, mas nunca deixará de ser libertadora.

A princípio o livro parece promissor, com a Summer contando como é se sentir presa dentro da própria casa, com uma mãe que a controla e decide as coisas por ela o tempo inteiro e um pai que simplesmente “existe”, não interferindo nas ordens da esposa. O diário surge como um escape, digamos assim, dessa situação, uma tentativa de Summer de entender o que foi a irmã, tão endeusada pelas pessoas próximas dela.

Só que… Sabe… Não tem nada de demais!!!!!!!! 

Juro que eu esperava muito, muito mais desse livro. Quando li sobre ele, imaginei que as “revelações” no diário da irmã de Summer seriam muito mais sórdidas do que realmente foram – sei lá, um assassinato, uma investigação muito louca. Qualquer coisa! O livro se desenvolve em núcleos bastante restritos e só funciona dentro deles (a casa de Summer, a floricultura…). É compreensível a atitude da Summer, de se sentir “ressentida” da irmã morta por achar que nunca irá se igualar a ela, mas a bipolaridade dessa menina é de deixar o leitor confuso. Juro.

As únicas partes que me impediram de detestar o livro por completo foram as que o melhor amigo da Summer, o Gibson, aparecem. Ele é a “consciência” dela, ao mesmo tempo que é o tipo de pessoa que ela acha que nunca vai ser: o primeiro lugar da turma sem nenhum esforço. Acontece que os dois se gostam então em determinados momentos vão haver indiretas e, enfim… Sabe como é livro de romance adolescente, né? Pois é. Não desprezo, mas bem que poderia variar de vez em quando.

Enfim, é isso. Dei duas estrelinhas no skoob.

Boa leitura!

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Séries | Downton Abbey

Como usuária casual do tumblr, já tinha ouvido falar de Downton Abbey e há um tempo cheguei ao ponto de baixar o primeiro episódio e assistir até a metade, quando desisti e fui fazer qualquer outra coisa. Na ocasião não me interessei pela história e pelos personagens e deixei pra lá. Uma benção chamada Netflix entrou na minha vida e, entre várias outras películas que “guardei” para assistir, essa série me apareceu novamente. Acabei dando uma chance e dá-lhe Downton Abbey aqui em casa.

A história é um pouco complicada de explicar (parece até Game of Thrones), mas creio que vale a tentativa: uma família aristocrata e tradicional de uma cidade no interior da Inglaterra acaba de descobrir que o herdeiro do legado deles morreu na náufragio do Titanic. Como no início do século XX as mulheres não poderiam herdar coisíssima alguma e não haviam filhos homens na família Crawley, acaba sendo necessária uma mudança de planos urgente, que envolve casamentos, novos herdeiros e muita especulação.

Eu conhecia só as atrizes Jessica Brown-Findlay – que interpreta a Lady Sybil, a mais nova dos Crawley – por ter assistido o filme Um conto do destino e a Maggie Smith – a condessa viúva Lady Grantham -, conhecidíssima por seu papel como Minerva McGonagall na saga Harry Potter. A valorização dos atores nacionais e não “importados”, se assim posso dizer, dos ingleses é algo notável em suas séries, vejo isso principalmente em Downton.

Com vários núcleos, a série me surpreendeu por mostrar, além da família principal, a visão da “casa de baixo”, onde os servos moram. E mais ainda por mostrar uma família que tem um relação próxima com seus empregados, pelo menos para o padrão da época. Mesmo com as velhas ordens de “pareça invisível” e “não deixe que sua senhoria a veja”, ainda assim há uma relação de cumplicidade entre os Crawley e os empregados.

Coisinhas fofas!

Sem falar no visual. Sou apaixonada por tramas de época e Downton Abbey até agora não me deixou a desejar com a ambientação e o figurino, principalmente por manter a coerência com a moda ao passar dos anos – a série começa em 1912 e, até onde assisti, está entrando na década de 20. A trilha sonora, onipresente e tocante. Gostei demais.

Falando em ambientação, a série não tem um período específico entre os episódios – tipo um dia, um mês -, podendo passar meses ou anos entre o que acontece entre uma exibição e outra, mas normalmente é explicitado isso logo no início, com uma data. Mas é óbvio que se você tiver certa uma bagagem a respeito de História, fica fácil de identificar alguns eventos e se situar na história – a Primeira Guerra Mundial, o assassinato dos Romanov, os conflitos na Irlanda, e por aí vai. Os costumes, as cordialidades e formalidades da época também são apresentados, assim como o eventual desejo pela mudança nas velhas tradições e o temor do que pode acontecer se isso se concretizar.

Mais do que recomendada!

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Livros | A verdade sobre o caso Harry Quebert

Intrínseca / Joël Dicker / 2014

 

Marcus Goldman é um escritor que após escrever o primeiro livro – e conseguir bastante sucesso e atenção por ele – entra em uma horrível fase de bloqueio criativo. Nada que escreve lhe parece bom ou mesmo próximo do seu primeiro sucesso. Depois de ser ameaçado inúmeras vezes pelo prazo estabelecido por seu editor para a entrega do novo livro, Marcus resolve voltar às origens de sua arte e visitar o velho amigo e mestre, Harry Quebert, ilustre escritor que, assim como Marcus, só teve um únicos grande sucesso.
Depois de visitá-lo e absorver dias inspiradores na interiorana cidade de Aurora ao lado de Harry, Marcus resolve voltar para […] e ser processado pela editora por não ter livro para ser entregue. Justamente aí o inimaginável acontece: é descoberto um cadáver no quintal da belíssima casa de Harry Quebert. E não só qualquer cadáver – o cadáver de Nola Kellergan, uma adolescente desaparecida de Aurora por 33 anos. Apesar de se declarar inocente, Harry Quebert é acusado do crime após ser divulgada a sua verdadeira relação com a garota. Marcus volta para a pequena cidade, decidido a inocentar Harry e, de quebra (adivinha?), escrever um livro sobre a investigação.

Conheci o livro na Turnê Intrínseca, que apresentou os lançamentos para esse ano e, assim que tive oportunidade, o comprei. Sempre que tive um tempo livre, em meio a semana de provas, lá estava eu lendo o bendito Harry Quebert.

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Muitas ameaças, mágoas, ressentimentos, tudo isso circulando em uma cidade pequena me lembrou Morte Súbita (JK Rowling), com sua psicologia destinada a descrever os personagens e suas respectivas visões dos acontecimentos em determinado lugar, o foco sendo na investigação, nesse caso, e não na vida dos outros – o que acontece em Morte Súbita.

Alguns pontos, no entanto, não me passaram despercebidos. Para uma garota de quinze anos, Nola Kellergan mais me parece ter uns dez! Seus modos e diálogos beiram a infantilidade; me parece improvável que um homem de trinta e tantos anos vá se apaixonar poderia se apaixonar tão perdidamente por ela. E sabe quando você percebe que a trama foi planejada? Quero dizer, óbvio que quando se escreve um livro você planeja os acontecimentos e etc, mas na maioria dos livros que lemos isso não fica tão nítido (talvez 30% nítido), mas esse livros passou da metade. Coisinhas que deixaram o livro menos “perfeito” do que eu achava que seria, mas nada que faça eu me arrepender.

O que quero dizer, para finalizar, é que o livro é bom. Ótimo, aliás. Um dos melhores livros que li esse ano – impossível de desgrudar e, digamos, “instrutivo” a respeito do mundo das publicações e editoras, das “máfias” e prazos, dos demônios atrás das campanhas de publicação… Quase metalinguístico, posso dizer. Indico e recomendo à todos que apreciam livros de investigação com uma pitada de fofoca e viagem no tempo.

Boa leitura!

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Bienal do Livro do Ceará 2014

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